sábado, 7 de dezembro de 2013

*Um aparte

* (Este bocadinho é só para os mais interessados) Vou só deixar aqui uma nota de quais foram as palestras que gostei mais e porquê:

Laura Bates - vale muito a pena darem uma pesquisa no trabalho desta rapariga. Eu já tinha lido uns artigos dela mas nunca tinha reparado no nome até que hoje quando a ouvi falar fiquei surpreendidíssima por ver que era ela que estava por detrás daquelas histórias. A Laura contou-nos que numa só semana foi sexualmente agredida 3 vezes. Calma, ela não foi violada. O que lhe aconteceu foram coisas que a nós nem nos passa pela cabeça serem crime porque já são tão banais para nós que não reparamos. Homens que lhe jogaram a mão à virilha em pleno transporte público, comentários muito grosseiros na rua... O que a fez começar a pensar que tipo de rótulo teria a Mulher para ser vista como um objecto. A partir daí criou o Everyday Sexism (http://everydaysexism.com/), projecto que já lhe valeu muitos prémios. Através do website milhares de pessoas de todo o mundo partilharam as suas histórias que cresceram até serem notadas. O que esta menina/mulher quer é uma revolução cívica. Eu apoio.

Leyla Hussein - Esta senhora deixou a plateia toda em lágrimas e sorrisos ao mesmo tempo. Leyla é proveniente da Somália e é uma activista anti-MGF (mutilação genital feminina). Durante a conversa, a Leyla perguntou quantas pessoas conheciam alguém que tivesse sofrido de MGF e do público inteiro apenas 4 ou 5 levantaram a mão. Ao que ela pede que todos levantem porque estão diante de alguém que também já sofreu. Ao início ficámos todos em choque e sem reacção, mas ao longo do tempo fomos percebendo que a Leyla, ao contrário de muitas meninas, usou a sua experiência para criar a fundação Daughters of Eve e dar alerta geral acerca desta situação. Mais de 24,000 raparigas só no Reino Unido estão em risco de sofrerem o "corte", e a grande parte sofre mesmo. Estes são os números que deviam estar a envergonhar este país. Como é um assunto tabu, muitas das amigas de Leyla recusavam-se a falar da experiência, até que começaram a perceber que podiam ser as figuras que as suas mães não foram e impedir as próximas gerações de sofrerem do mesmo trauma. Eu juro que esta mulher foi um furacão humano. Para mais informação sobre o assunto e como ajudar, assinem aqui a petição de Leyla Hussein (que está quase quase a atingir a meta): http://epetitions.direct.gov.uk/petitions/52740

Yang-May Ooi - Quando estava a estudar o caso e vi que a Yang-May era escritora, pensei imediatamente "esta palestra vai ser boa, de certeza!". Ah, mas como eu estava enganada. Não foi boa, foi genial. A Yang-May é autora de bestsellings e explora temas como o que é necessário para uma vida preenchida, sendo a maior destas necessidades a expressão do "eu" sem qualquer tipo de preconceito. Yang conta a história de quando estava nos anos 80 e tinha 20 anos e um "big hair". Tinha tudo para ser o ideal de mulher: era advogada, os seus amigos todos tinham trabalhos conceituados e tinha um namorado lindo de morrer. Só que havia um problema. Ela não se sentia bem, porque ela achava que o lugar dela era no mundo da escrita. E ela tinha uma amiga que sempre a apoiou nesse sentido. Aquela amiga com quem ela podia ser ela mesma. Até que ela percebeu que talvez a amiga não fosse só uma amiga, mas debaixo de todos os rótulos e pressão da altura, Yang tentava afastar os seus pensamentos "impróprios" e dar lugar a uma imensa infelicidade. A amiga dela até sentia o mesmo, mas tinha medo também. E um dia os caminhos delas desviaram-se. Ao fim de algum tempo, voltaram a entrar em contacto e Yang visitou-a na Suécia. A atmosfera voltou, ao lado da certeza de que seria mesmo amor. Yang ganhou coragem e beijou-a. O que ela não sabia antes e descobriu nesse momento foi que quando a sua amiga disse "Mas eu não posso ser lésbica! Eu quero casar e ter família!" ela estava a rotular a relação e a partir daí não havia futuro.
Basicamente este foi o momento decisivo na vida de Yang-May. Ela gritou ao mundo "Fuck the labels!", cortou o cabelo, tornou-se escritora e neste momento vive com a sua parceira de longa data, que conheceu tempos depois, e com quem já é casada há 5 anos. Têm uma família. Têm tardes de domingo a beber chá ao pé da lareira com os amigos à volta. Têm tudo aquilo que ela sempre quis, e ela é ela, e não outra advogada qualquer.
Isto tudo com o toque de prosa verbal que só alguém com uma história de luta imensa e coração cheio pode dar. Foi muito impressionante mesmo. Sorriso instantâneo nas nossas caras. Dêem um saltinho ao site dela, garanto-vos um boost de boa disposição: http://www.storyguru.co.uk/.

E estamos conversados. Muito boa noite e um domingo cheio de coisas boas para vocês também. 

Feminismo vs Humanismo, TEDx Review

Bem,
Vou explicar um bocadinho a fantástica experiência que tive a oportunidade de viver hoje. Por causa de um trabalho para Digital Journalism (uma cadeira que eu acho extremamente aborrecida no que toca à exploração destas novas tecnologias mas muito divertida pelos projectos que nos lança) tinha de escolher um evento para fazer liveblogging, que fosse tipo desportivo ou uma conferência, algo que valesse a pena relatar e para a qual eu pudesse levar o meu estandarte de computador, telemóveis, cabos, boa-disposição e etc. E, claro, que tivesse Wifi (a tal dependência, não é..? Inacreditável).

Durante a minha busca ocorreu-me que talvez houvesse um evento das TEDxTalks por aqui. Por minha grande sorte, havia! Então, para quem não faz a mínima ideia o que é o movimento TED e o que são as benditas Talks, vale dar uma vista de olhos no website: http://www.ted.com/. E pelo título podem perceber - Ideias que valem a pena serem partilhadas. As TED Talks em si são eventos de enorme proporção organizados pela grande agência, enquanto que as TEDx são os movimentos independentes que são bem mais frequentes, organizados mais por "locais". Mas todos eles partilham dos mesmo valores - que as TED são conversas e partilhas globais de ideias. Pessoas com grandes histórias de vida que decidem partilhá-las para que reles mortais como eu se sintam inspirados a mudar qualquer coisa nas suas vidas.

Adiante, TEDxConventGardenWomen - o tema foi "Unlabelled". Um dia passado com 12 oradores que falaram sobre o papel da mulher na sociedade actual, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. Sobre rótulos e a maneira como estamos tão acostumados a eles que os transformamos em falsas tradições inquebráveis (o corrector diz-me que esta palavra não existe, é verdade?). E principalmente como largar esses tais rótulos e lutar pela igualdade de sexos.

Basicamente foi discutida a afirmação do feminismo, o que para mim, logo para começar, é uma denominação muito errada. Supostamente não se devia lutar pela igualdade usando termos como machismo ou feminismo, certo? No entanto, se realmente existe o machismo (e sim, ele existe numa proporção D-E-M-A-S-I-A-D-O elevada), é inevitável que movimentos como o feminismo apareçam depois. Só que do que eu já vi da história mundial, não há guerra que se trave e que acabe numa paz acordada sem que ambos os lados sejam levados à exaustão. Por isso o que eu apelo mesmo é a um abraço entre os campos sexuais - a epopeia do humanismo - , maas, como também sei que isso não vai acontecer... pois terei que escolher um lado. E como eu caio sempre para a minoria, lá estive fervorosamente a absorver tudo o que foi dito nas palestras do dia de hoje.

Foi realmente impressionante ouvir pessoas, e principalmente homens, como o filantropo suíço Yann Borgstedt, defenderem a causa da mulher. Os dados que ele nos mostrou da quantidade de mulheres violadas hoje em dia em sítios como o Reino Unido ou a França foram simplesmente abomináveis.
Fiquei muito chocada com alguma da informação que aprendi hoje, mas maravilhada com a força daquela gente, que não só passaram por situações complicadas, como decidiram ajudar outros casos semelhantes - e melhor ainda, partilhar tudo com o público para que também nós possamos levantar a voz pelos nossos direitos, independentemente de géneros. Estou cheia de uma energia positiva. 

Gente, para quem possa assistir às Talks: recomendo vivamente! Algumas são grátis e as que não forem custam só dois fins de semana sem saídas loucas que pagam de volta num dia com uma partilha de emoções ainda mais louca, prometo.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Activismo de Facebook

Com a morte de Nelson Mandela, chegou o momento em que todos nos lembramos do seu legado. Histórias de lutas intermináveis, forças imbatíveis e muita crença na justiça humana.
E eu estava aqui a imaginar como teria sido o Mundo se Mandiba não tivesse gritado, lutado, e sido o prisioneiro mais famoso de sempre; mas tivesse assinado petições na internet, partilhado no Facebook e recebido uns comentários negativos.

 "For starters, the double-edged sword of the internet means that whilst everybody is given a platform to make their views known, it also gives the impression that a simple show of opinion is enough." - Joe Rivers

Desde o início dos tempos que estamos rodeados de exemplos de activismo e é daí que vem mesmo o nome - ser ACTIVO. E apesar de nem toda a gente ter esse espírito, lamento informar (a mim própria também) que partilhar uns links enquanto estás deitado na cama a ver vídeos de gatos é mais a minha descrição de passivo.
No entanto, eu sei que também depende da intenção de cada um. Nesta era digital, assinar petições online pode ser o primeiro passo para ajudar o próximo e criar a mudança - se estás informado e é realmente nisso que acreditas. Se pretendes dar o segundo passo.

Agora, se queres mesmo, mesmo!, fazer a diferença, não vás dormir à noite de mente tranquila a pensar que só porque puseste um 'gosto' naquele post da Green Peace a tua parte está feita. Atenção, eu não estou a tentar tirar crédito às pessoas que põe lá os seus likes. Ao menos significa que se preocupam. Claro que nem toda a gente quer ser o próximo Dalai Lama, alguns preferem ficar-se pelas pequenas mudanças. O grupo activista Artic30 não teria saído em liberdade condicional se as petições não tivessem sido assinadas e as cartas enviadas. É só este sentimento de impotência que me atravessa ao ver que grupos como esses foram sequer detidos. Que em pleno século XXI, as pessoas que realmente vão usar a voz de forma pacífica sofrem essas repercussões enquanto nós estamos aqui detrás do ecrã como se nada fosse.

O problema é que a maior parte dessa gente que eu dou de caras por aqui só quer dar uns ares de boa pessoa nas redes sociais. É uma coisa que me dá muito a volta a cabeça. Não são suficientemente corajosos para ir para a rua/campo? Tudo bem. Há milhares de associações à qual podem oferecer ajuda de outras maneiras. Doar. Organizar eventos de caridade. Deixar uns pacotes de arroz no Banco Alimentar à saída do supermercado.

Isto tudo porque estou farta deste reles activismo de facebook. E estou farta de fazer parte dele. E de ver gente que sei que não tem um pingo de noção com o que se passa actualmente no mundo a partilhar histórias de pessoas com a qual nem elas mesmas se preocupam, como se estivessem a fazer a melhor acção de sempre. Talvez para alguém que não vos conheça, pode pensar que são o Che Guevara 2013. Mas também, é para isso que as redes sociais servem, não é? Passar a imagem mais errada de nós mesmos. Ao menos apelem à coerência. Se realmente defendem uma grande causa, façam pequenos actos que o demonstrem.
Dizer que a multiculturalidade é uma mais-valia, "excepto os ciganos" - não! Publicar posts a dizer que se "as árvores dessem wifi, estaríamos todos a salvá-las em vez de cortá-las" quando nem sabem como se planta uma semente - não! Dizer que a Natureza é de todos quando tomam banhos de imersão todas as noites e jogam a tal garrafinha de plástico para o chão quando o balde do lixo está a 2 metros - não mesmo!

É este tipo de coisas que me deixa mesmo frustrada. Quero ir para um sítio onde possa dar as minhas mãos e sorriso em troco de nada. Cansei da revolução de teclado.

(E sim... vou continuar a partilhar e a encher os vossos mails de petições quando acho que valem MESMO a pena, quando acredito no que estou a fazer e sei que vai ajudar para um mundo melhor.)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Geração Y


http://www.huffingtonpost.com/wait-but-why/generation-y-unhappy_b_3930620.html

Este post foi uma coisa muito interessante que encontrei enquanto pesquisava sobre os babyboomers para a minha cadeira de Journalism in the Wider World.

Então, para quem não sabe, os "babyboomers" (também conhecidos como Geração X) são basicamente a geração acima da minha/vossa. São pessoas que nasceram entre 1945 e 1965 no período pós-guerra, o que significa que cresceram durante uma grande época de crescimento económico, para a qual, sem dúvida, também eles contribuíram. São pessoas como os meus pais que aprenderam desde tenra idade que para se ter é preciso trabalhar por isso e que as coisas simplesmente não caem do céu.

E depois estamos nós, a Geração Y. A maioria, crianças mimadas que aos 14 em vez de estarmos a trabalhar estávamos a chular férias no Algarve aos paizinhos (atenção, estou só a generalizar, até porque os meus nunca me pagaram um único dia de férias no Algarve ou onde quer que seja). Meninos e meninas educados sob uma espécie de aura que nos garantia sermos especiais, melhores, capazes de tudo. Nós não íamos trabalhar durante muitos anos a servir cafés ao patrão até que ele se lembrasse que talvez até fôssemos adequados para ordenar uns papéis - nós íamos sair da faculdade a ser os patrões dos patrões!
Melhor ainda, patrões dos nossos colegas, porque foi na nossa geração que certamente nasceu a expressão "não me quero comparar aos outros". Não por uma questão de realização pessoal mas sim porque, OBVIAMENTE, nós já seríamos melhores que os outros e não precisávamos de um pouco de competitividade para aumentar  o rendimento.

Claro que, aos 25, já temos um emprego de luxo. Aos 28 estamos casados, aos 30 já cá cantam 2 rebentos, e daí para cima toca a pagar as dívidas e empréstimos até a cova dizer que não. Sim, porque a nossa geração não nasceu num período de rendimento económico. O que significa que quanto mais cedo começarmos a nossa vida de trabalhadores, mais cedo começamos a pagar os nossos exorbitantes impostos e contas. Mas como nós não nos achamos merecedores de tal crueldade que é o começar a trabalhar aos 16, continuamos a ir para os Algarves como se estivéssemos nos anos 90 e a fazer mestrados e doutoramentos que, lamento dizer aos mais sensíveis, não nos tornam em qualquer tipo de doutores. E  a puxar ainda mais para baixo um sector que não vê fundo a este poço.

E é por isso que nós somos tão infelizes. Porque nós olhamos para os X e vemos que eles tiveram tudo e tudo nos deram. É essa a causa de agora não terem nada. Mas nós, os Y, achamos que vamos ter o mesmo sem trabalhar nem metade quando devíamos estar a dar o dobro. Estamos cheios de expectativas e vemos tanta gente célebre a realizar sonhos, que achamos que o nosso lugar é lá no pódio também, esquecendo-nos que normalmente é cá na terra que as flores mais bonitas nascem.

Então subscrevo aqui os 3 conselhos dados à nossa geração e acrescento mais 1:
1. Ambição nunca é demais. Se apontares às nuvens, é mais provável que lá chegues.
2. Pára de pensar que és especial. A menos que trabalhes para isso, especial é qualquer coisa muito difícil de ser só por existir.
3. Não olhes para o sucesso/frustração dos outros. E este eu faço mesmo um traço grosso por baixo. Um pouco de competitividade ajuda-te a ter a tal ambição, mas focares-te no progresso de vida dos outros só te vai fazer perder rumo na tua e o tempo passa demasiado rápido para fechar a janela do carro quando podes estar de cabeça de fora ao vento.
4. Acredita em ti mesmo. Nunca desistas ou penses que há algo demasiado difícil ou dispendioso para ti. Há SEMPRE uma opção e mesmo que não consigas em 2 meses hás de conseguir em 12, principalmente se for uma coisa que realmente queiras.

Positividade, gente. Fiquem acordados até tarde e vão ver que ela chega.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

02:07

A ter uma conversa sobre o tópico, algumas ideias começaram a suscitar.

Há um ano e uns meses atrás, quando me mudei para a Holanda, (achava que) tinha muitos amigos. Dezenas. O facebook dizia até milhares! E ia imensamente triste por deixá-los a todos, mas também muito contente com toda a história de que estamos a "um click de distância".

Depois deste tempo e de me mudar outra vez, vejo que o que está mal com essa expressão, é que nós nunca nos apercebemos o quanto custa um click a certas pessoas quando estás mesmo distante. O quão facilmente uma presença relevante diária muda para um "então? o que é que tens feito?" semestral. E o quão dificilmente é termos noção do valor que tem uma amizade.
Não estou aqui a falar de uma amizade qualquer. Estou a falar daquele tipo de amizade que nos cria a ilusão de que não há nada mais importante do que ela, a sua bolha, e quem está lá dentro.  E que quando mais precisas da dita cuja, pois bem, todos sabemos como é rápido rebentar uma bolha, não é?

Então, sem divagar, o que eu quero dizer é que a distância realmente afecta as relações, sejam elas de que natureza forem. Mas, a meu ver, afecta de uma boa maneira: restringir o nosso círculo só nos faz é bem. Percebermos quem é que está lá mesmo, (e isto é uma expressão muito desvalorizada), mas a verdade é que, quem está lá mesmo, está. Está e está como se sempre estivesse. Pode estar só às vezes, acontece a todos, não só quando se está longe. Mas está!

E quem está não pergunta "o que é feito de ti?" , porque isso não é o que eu pergunto a alguém próximo de mim. Isso é o que eu pergunto a alguém que encontre inesperadamente na rua e não veja há muito tempo. Uma amiga da minha mãe. Alguém que conheci num dia qualquer. Não interessa.
Quem está sabe melhor o que é feito de ti quando estás longe porque é a altura mais crucial. Porque, mesmo que não tenha interesse nenhum, faz-se de interessado e ouve o que tens para dizer e todas as tuas queixas e aventuras e coisas sem nexo algum, só porque sim. Não porque quer saber o que comeste ao pequeno-almoço mas porque gosta de saber como te sentes acerca disso.

E foi assim que eu cheguei ao estado em que me sinto hoje (e que vem de já há algum tempo atrás) - não tentar alimentar algo que já está morto. Aprender a largar e não guardar remorsos. A vida é feita de fluxos, do vai que vai e vem que fica. Sem pressões, sem ilusões. Olhar para o que vem com aquele brilho nos olhos e sorriso na cara de quem sabe que a situação já esteve pior e há de ficar melhor.

E, tão naturalmente como respirar, perceber que as pessoas não funcionam como bolhas... Elas são nuvens. Regeneram-se.
E então vai começar aqui esta jornada. Vou tentar manter este blog e prometo (a mim mesma) escrever regularmente.

Esta não vai ser uma página de fofoquices e vida universitária. Não vai ser sobre o quão difícil e excitante é viver longe de casa. Não vai ser sobre coisas irrelevantes. Ou só sobre coisas importantes.
Vai ser tudo isso e ainda mais um bocadinho. É assim um sítio para desanuviar a alma e tudo o que vai nela, faça sentido ou não.

Boa sorte para a viagem dentro do mundo de mais uma Maria no Mundo.

(E só para animar o espírito... e por ser Outono, claro):