Vou explicar um bocadinho a fantástica experiência que tive a oportunidade de viver hoje. Por causa de um trabalho para Digital Journalism (uma cadeira que eu acho extremamente aborrecida no que toca à exploração destas novas tecnologias mas muito divertida pelos projectos que nos lança) tinha de escolher um evento para fazer liveblogging, que fosse tipo desportivo ou uma conferência, algo que valesse a pena relatar e para a qual eu pudesse levar o meu estandarte de computador, telemóveis, cabos, boa-disposição e etc. E, claro, que tivesse Wifi (a tal dependência, não é..? Inacreditável).
Durante a minha busca ocorreu-me que talvez houvesse um evento das TEDxTalks por aqui. Por minha grande sorte, havia! Então, para quem não faz a mínima ideia o que é o movimento TED e o que são as benditas Talks, vale dar uma vista de olhos no website: http://www.ted.com/. E pelo título podem perceber - Ideias que valem a pena serem partilhadas. As TED Talks em si são eventos de enorme proporção organizados pela grande agência, enquanto que as TEDx são os movimentos independentes que são bem mais frequentes, organizados mais por "locais". Mas todos eles partilham dos mesmo valores - que as TED são conversas e partilhas globais de ideias. Pessoas com grandes histórias de vida que decidem partilhá-las para que reles mortais como eu se sintam inspirados a mudar qualquer coisa nas suas vidas.
Adiante, TEDxConventGardenWomen - o tema foi "Unlabelled". Um dia passado com 12 oradores que falaram sobre o papel da mulher na sociedade actual, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. Sobre rótulos e a maneira como estamos tão acostumados a eles que os transformamos em falsas tradições inquebráveis (o corrector diz-me que esta palavra não existe, é verdade?). E principalmente como largar esses tais rótulos e lutar pela igualdade de sexos.
Basicamente foi discutida a afirmação do feminismo, o que para mim, logo para começar, é uma denominação muito errada. Supostamente não se devia lutar pela igualdade usando termos como machismo ou feminismo, certo? No entanto, se realmente existe o machismo (e sim, ele existe numa proporção D-E-M-A-S-I-A-D-O elevada), é inevitável que movimentos como o feminismo apareçam depois. Só que do que eu já vi da história mundial, não há guerra que se trave e que acabe numa paz acordada sem que ambos os lados sejam levados à exaustão. Por isso o que eu apelo mesmo é a um abraço entre os campos sexuais - a epopeia do humanismo - , maas, como também sei que isso não vai acontecer... pois terei que escolher um lado. E como eu caio sempre para a minoria, lá estive fervorosamente a absorver tudo o que foi dito nas palestras do dia de hoje.
Foi realmente impressionante ouvir pessoas, e principalmente homens, como o filantropo suíço Yann Borgstedt, defenderem a causa da mulher. Os dados que ele nos mostrou da quantidade de mulheres violadas hoje em dia em sítios como o Reino Unido ou a França foram simplesmente abomináveis.
Fiquei muito chocada com alguma da informação que aprendi hoje, mas maravilhada com a força daquela gente, que não só passaram por situações complicadas, como decidiram ajudar outros casos semelhantes - e melhor ainda, partilhar tudo com o público para que também nós possamos levantar a voz pelos nossos direitos, independentemente de géneros. Estou cheia de uma energia positiva.
Gente, para quem possa assistir às Talks: recomendo vivamente! Algumas são grátis e as que não forem custam só dois fins de semana sem saídas loucas que pagam de volta num dia com uma partilha de emoções ainda mais louca, prometo.
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