terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Geração Y
http://www.huffingtonpost.com/wait-but-why/generation-y-unhappy_b_3930620.html
Este post foi uma coisa muito interessante que encontrei enquanto pesquisava sobre os babyboomers para a minha cadeira de Journalism in the Wider World.
Então, para quem não sabe, os "babyboomers" (também conhecidos como Geração X) são basicamente a geração acima da minha/vossa. São pessoas que nasceram entre 1945 e 1965 no período pós-guerra, o que significa que cresceram durante uma grande época de crescimento económico, para a qual, sem dúvida, também eles contribuíram. São pessoas como os meus pais que aprenderam desde tenra idade que para se ter é preciso trabalhar por isso e que as coisas simplesmente não caem do céu.
E depois estamos nós, a Geração Y. A maioria, crianças mimadas que aos 14 em vez de estarmos a trabalhar estávamos a chular férias no Algarve aos paizinhos (atenção, estou só a generalizar, até porque os meus nunca me pagaram um único dia de férias no Algarve ou onde quer que seja). Meninos e meninas educados sob uma espécie de aura que nos garantia sermos especiais, melhores, capazes de tudo. Nós não íamos trabalhar durante muitos anos a servir cafés ao patrão até que ele se lembrasse que talvez até fôssemos adequados para ordenar uns papéis - nós íamos sair da faculdade a ser os patrões dos patrões!
Melhor ainda, patrões dos nossos colegas, porque foi na nossa geração que certamente nasceu a expressão "não me quero comparar aos outros". Não por uma questão de realização pessoal mas sim porque, OBVIAMENTE, nós já seríamos melhores que os outros e não precisávamos de um pouco de competitividade para aumentar o rendimento.
Claro que, aos 25, já temos um emprego de luxo. Aos 28 estamos casados, aos 30 já cá cantam 2 rebentos, e daí para cima toca a pagar as dívidas e empréstimos até a cova dizer que não. Sim, porque a nossa geração não nasceu num período de rendimento económico. O que significa que quanto mais cedo começarmos a nossa vida de trabalhadores, mais cedo começamos a pagar os nossos exorbitantes impostos e contas. Mas como nós não nos achamos merecedores de tal crueldade que é o começar a trabalhar aos 16, continuamos a ir para os Algarves como se estivéssemos nos anos 90 e a fazer mestrados e doutoramentos que, lamento dizer aos mais sensíveis, não nos tornam em qualquer tipo de doutores. E a puxar ainda mais para baixo um sector que não vê fundo a este poço.
E é por isso que nós somos tão infelizes. Porque nós olhamos para os X e vemos que eles tiveram tudo e tudo nos deram. É essa a causa de agora não terem nada. Mas nós, os Y, achamos que vamos ter o mesmo sem trabalhar nem metade quando devíamos estar a dar o dobro. Estamos cheios de expectativas e vemos tanta gente célebre a realizar sonhos, que achamos que o nosso lugar é lá no pódio também, esquecendo-nos que normalmente é cá na terra que as flores mais bonitas nascem.
Então subscrevo aqui os 3 conselhos dados à nossa geração e acrescento mais 1:
1. Ambição nunca é demais. Se apontares às nuvens, é mais provável que lá chegues.
2. Pára de pensar que és especial. A menos que trabalhes para isso, especial é qualquer coisa muito difícil de ser só por existir.
3. Não olhes para o sucesso/frustração dos outros. E este eu faço mesmo um traço grosso por baixo. Um pouco de competitividade ajuda-te a ter a tal ambição, mas focares-te no progresso de vida dos outros só te vai fazer perder rumo na tua e o tempo passa demasiado rápido para fechar a janela do carro quando podes estar de cabeça de fora ao vento.
4. Acredita em ti mesmo. Nunca desistas ou penses que há algo demasiado difícil ou dispendioso para ti. Há SEMPRE uma opção e mesmo que não consigas em 2 meses hás de conseguir em 12, principalmente se for uma coisa que realmente queiras.
Positividade, gente. Fiquem acordados até tarde e vão ver que ela chega.
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